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Notícias Obras da Bienal de SP são expostas em BH; Bispo do Rosário é destaque

22/01/13 - Obras da Bienal de SP são expostas em BH; Bispo do Rosário é destaque

Belo Horizonte recebe a itinerância da 30ª Bienal de São Paulo. São aproximadamente 270 obras de 36 artistas que poderão ser conferidas até 17 de março, de terça a domingo no Palácio das Artes e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia da Fundação Clóvis Salgado, com entrada gratuita. Essa é a segunda vez que a cidade recebe a itinerância: em 2011 foram mais de 60 mil visitantes.

Com o tema “A iminência das poéticas”, os trabalhos têm como fio condutor o processo de criação e a busca por novas linguagens. Nos 1,5 mil m² de galerias será possível conhecer a produção de artistas emblemáticos, como Allan Kaprow e o fotógrafo August Sander, além de perspectivas contemporâneas.

Um dos destaques é a seleção de obras de Arthur Bispo do Rosário, cujas obras produzidas no hospital psiquiátrico em que ficou internado por 50 anos ganharam o reconhecimento do circuito artístico.

Desafio à curadoria
De outubro a dezembro de 2012, a Bienal de São Paulo expôs mais de 3 mil obras no Pavilhão da Bienal e em outros espaços da cidade. Fazer um recorte a partir dessa constelação para a mostra que chega à capital mineira foi um desafio instigante para a curadoria.

Com um foco mais fechado, as relações conceituais ficam mais expostas e na Bienal as salas maiores protegiam um pouco isso. A ideia da itinerância é muito importante, pois leva a repensar o posicionamento e essas relações

André Severo, curador associado da Itinerância da Bienal

Para o curador associado André Severo, levar a Bienal para outras cidades potencializa a mostra de São Paulo, por abranger um público grande que não viaja para ver as obras. “Com um foco mais fechado, as relações conceituais ficam mais expostas e na Bienal as salas maiores protegiam um pouco isso”, explica. “A ideia da itinerância é muito importante, pois leva a repensar o posicionamento e essas relações.”

Em Belo Horizonte algumas obras ganharam novos contextos no espaço de exposição, mas sem perder a perspectiva original. Em São Paulo, a enorme escultura geométrica da alemã Charlotte Posenenske foi colocada na Estação da Luz. No Palácio das Artes, a placa de aço dobrável estará exposta no hall de circulação, como forma de manter o diálogo com o público, sem os limites de uma sala.

As quase três centenas de obras revelam o atual momento das artes de forma menos preocupada com técnicas apuradas e reconhecidas. “Uma das interrogações era pensar esse momento do artista. Às vezes a linguagem não dá conta dessa inquietação, e começa a busca por outras maneiras. É uma aposta na linguagem, valorizando mais do que qualquer coisa a densidade da criação”, pontua André Severo.

Para o curador, exemplo de que os trabalhos não são herméticos e de difícil compreensão é a obra de Allan Kaprow. Os vídeos que serão exibidos no Palácio das Artes mostram como desde a década de 1950 o americano buscava uma arte que tivesse a participação do público, com uma separação difusa entre artista e plateia. Morto em 2006, Kaprow é um dos nomes centrais na linguagem de performances e happenings.

FONTE:GUIA-UOL-ACESSE-AQUI