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Notícias Goteiras ameaçam documentos históricos do Arquivo Nacional

13/03/13 - Goteiras ameaçam documentos históricos do Arquivo Nacional

Foram danificados ofícios que interessam à Comissão da Verdade, que apura os crimes cometidos durante a Ditadura Militar.

No Rio de Janeiro, a má conservação do prédio do Arquivo Histórico Nacional põe em risco documentos históricos.

Pedaços de plástico cobrem pastas com documentos que vieram de Portugal há mais de 200 anos. Não escapou nem o que estava na estante mais nova, instalada há menos de três meses.

Enquanto funcionários secam o que foi afetado pela chuva, muitos documentos precisam mudar de lugar. Das dez salas, apenas três são consideradas em condições de guardar o acervo.

Pelos corredores do Arquivo Nacional é possível encontrar pilhas de documentos que foram molhados e aguardam a avaliação dos técnicos para o processo de restauração.

Segundo a direção do arquivo, o problema esta no teto do terceiro andar, onde as calhas não dão vazão nas chuvas mais intensas. Marcas nas paredes indicam a quantidade de água que já escorreu. Ao todo, 136 caixas foram atingidas durante o temporal que desabou há uma semana.

Elas estavam cheias de processos antigos do sistema judiciário, registros de atividades comerciais e políticas do século passado. Foram danificados ofícios que interessam à Comissão da Verdade, que apura os crimes cometidos durante a Ditadura Militar.

O presidente da Associação de Funcionários afirma que o problema é antigo. “Sempre com qualquer chuva tem vários vazamentos e goteiras, tanto nas salas de trabalho quanto nos depósitos”, afirma Diego Barbosa.

A direção do Arquivo Nacional encaminhou um pedido de verba para o Ministério da Justiça, responsável pela instituição. A reforma necessária tem custo avaliado em quase R$ 2,5 milhões.

A obra deve respeitar todas as exigências para a conservação deste patrimônio, um conjunto de quatro prédios erguido há 145 anos no Centro do Rio, onde funcionou a antiga Casa da Moeda.

“Nós temos que conseguir autorização do Ministério para que essas obras sejam feitas de maneira emergencial”, afirma Jaime Antunes da Silva, diretor do Arquivo Nacional.

O Ministério da Justiça informou que vai avaliar os impactos na infraestrutura do Arquivo Nacional antes de liberar os recursos.

FONTE: G1.COM